Excerto de Amor Ingénuo/ Excerpt of Amor Ingénuo

18:00:00 Catarina Ferreira 0 Comments

 
PT: Versão Portuguesa                                                                              ENG: English Version
 
Queridos Leitores/ Dear Readers,
 
PT: Desta vez trago-vos um excerto do meu primeiro livro Amor Ingénuo. Encontrei este desenho na internet que me fez recordar uma pequena similaridade na minha primeira história e decidi partilhar convosco. Se quiserem ler os primeiros capítulos ou comprar, aqui fica o link: Esta é a história de Samanta.
 
ENG: This time I bring you an excerpt of my first book Amor Ingénuo. I found this image online that reminded me a little similarity of a scene on my first story, so I decided to share with you. Due to editorial rights, I can’t translate to English or even publish in English, but you always have google translator in case you’re curious. This is Samanta’s Story.
 
A conversa começou a melhorar. Pedimos para sobremesa Profiteroles, tomamos café e passeamos à beira rio.
Sentamo-nos num dos bancos.
- Isto é magnífico à noite! – comentei num suspiro. Adoro a vista da Ribeira e atrás as iluminações do Porto ao som natural do rio.
- Eu prefiro a praia. Principalmente ao pôr-do-sol. Do meu quarto consigo ver.
- Oh, que inveja – disse ao dar-lhe uma palmada suave no ombro.
Voltou a rir.
- Se quiseres podes ir ver, a entrada é livre.
- Olha que eu aceito.
- Espero bem que sim – Sorriu.
Ele estava com o rosto próximo do meu. Mas, mesmo sentado, fica sempre mais alto do que eu. Começou a baixar o rosto de encontro ao meu, mas desviei rapidamente e olhei para a frente.
Mas o que é que eu acabei de fazer? Covarde.
- Quantos quartos tem a tua casa? – perguntei de olhos fechados, arrependida do que tinha acabado de fazer.
- Quatro. Ficam todos no primeiro andar, mas só dois é que têm vista para o mar.
Inclinou-se para a frente e apoiou os cotovelos nos joelhos, juntou as mãos entrelaçando-as.
Será que o Mat tem razão? Ele não vai descansar enquanto me tiver? Será que ele mentiu-me em relação a não voltar a ver mais a ex-namorada?
Tarde demais para pensar nisso agora, eu disse-lhe que dava uma segunda oportunidade. Tenho de confiar nele. Aprender a confiar nele.
 Só espero é não ser mais uma na lista dele, na grande lista dele.
- Podemos ir para o carro? Estou a começar a ficar com frio. – Cruzei os braços.
- Que não seja por isso. – Rodeou-me com os braços. Se antes estava próximo, agora estava a milímetros do meu rosto.
Engoli em seco e os meus pelos da nuca eriçaram. Ele apenas abraçou-me.
Desviei-me e encostei a minha face ao seu rosto com barba feita. Sentia o cheiro do aftershave. Apetecia-me enroscar-me no seu rosto. Fechei os olhos e saboreei o momento.
- Está melhor assim? - sussurrou-me suavemente ao ouvido.
- Hum-hum.
Senti a retirar as mãos das minhas costas. Afastou-me de si, colocou as mãos no meu rosto e beijou-me.
Todos dizem que melhor do que o primeiro beijo entre um casal, é o olhar que trocam antes. É sentir o dobro da emoção. No meu caso, nem sequer houve a troca de olhares com o Gabriel ao beijar-me. Também não posso queixar, sempre que ele se aproximava vagarosamente eu desviava-me.
 De início o beijo foi suave, depois ele reclamava a minha boca. Aí está a explicação para serem tantas as raparigas que não largam a sua teia.
Afastou-se dos meus lábios. Tinha mesmo de terminar?
Abri os olhos. Parecia que tudo andava à roda.
Observava-me maliciosamente ainda com as mãos a segurar o meu rosto. Suavemente passou o polegar pelos meus lábios.
- Ainda sentes frio?
 
XOX
- Catarina Ferreira
 
 
 
 




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