Nómada/The Host de/By Stephenie Meyer

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Versão Portuguesa                                                                  English Version

Versão Portuguesa


Queridos Leitores,

Nómada foi publicado meses depois de o fenómeno de Crepúsculo se ter estreado no mundo do cinema. Mas isso significava que o queria ler? Não.
Quando soube que ia sair o filme quis vê-lo e fui no dia de estreia. Adorei-o!
Mas quis ler o livro a seguir? Não. Não existia aquele bichinho de curiosidade que me leva a ler um livro, vocês conhecem o sentimento.
No entanto, esse bichinho apareceu três anos mais tarde, depois de ver uma entrevista do elenco este ano (ok, do Max Irons. Também foi depois de o ver neste filme que, fisicamente, foi uma das pessoas que me inspiraram para criar a personagem Romeu no meu livro “O Outro Lado de Amar”).
 
No novo mundo que Stephenie Meyer criou não existem vampiros, mas sim extra terrestres. Calma, não são aqueles famosos monstros verdinhos com antenas. Antes pelo contrário, são pequenos e para sobreviverem tem de apoderar-se de um corpo anfitrião. Ou seja, do corpo humano.
 
Com a chegada deles, deixou de existir fome, já não há guerra, já não é o dinheiro que governa o mundo e o nosso planeta está mais verde e puro. Mas nós também deixamos de existir, o que é realmente um desmancha-prazeres no meio de tanta paz.
No entanto, existem humanos que ripostam e lutam pela nossa sobrevivência, e a humanidade não está extinta.
 
Melanie Stryder é uma dessas poucas.
 
Pensa-se que quando uma alma (assim como são designados) apodera-se do corpo, nós morremos. O que eles não sabem é que uns resistem e podem continuar a viver no próprio corpo, presos. E é exatamente isto o que aconteceu entre Melanie Stryder, a hospedeira, e Wanderer, a alma que foi colocada no corpo de Melanie depois de esta ser capturada.
 
A missão de Wanderer é transmitir aos seus superiores, os chamados Seekers, onde está o restante grupo resistente. Isso e ensinar sobre a história dos outros planetas já conquistados a almas mais novas. Inicialmente Wanderer colabora na procura, mas, com o que fica a descobrir ao sentir emoções que nunca sentira, fica dividida e tenta ajudar Melanie coagida por esta.
 
Ambas fogem e aí, aí sim, a aventura começa, quando finalmente ambas vão à procura da casa do tio onde está o seu irmão Jamie e o namorado Jared, a família que lhe resta.
 
A distinção entre um humano que foi capturado manifesta-se apenas nos olhos. Ficam de um azul brilhante. E quando finalmente os encontra, tudo o que vêem é o corpo da Melanie que foi capturado e tem receio do que esta alma lhes poderá fazer. Para eles a Melanie morreu. Ambas também estavam à espera que fosse apenas uma casa com os três, mas encontraram uma gruta com mais resistentes.
 
Até esse momento, aquele que Melanie e Wanderer os encontra, o livro está cheio de descrições longas sobre o que está acontecer nas mentes delas. Sim, porque estas discutem entre si, o que realmente contribui para a originalidade da história: duas almas a partilharem um corpo. No entanto, essas discrições e alguns debates sobre como fazer ou se devem fazer acabam por ser longas e um pouco aborrecidas.
 
Com o acesso à discrição do que  se vai passando, como sobrevivem, como há mais humanos do que se esperava e se realmente esta alma, Wanda como o Tio Jeb simpaticamente lhe chama, veio em paz ou é uma armadilha, história ganha uma nova vida e torna-se mais entusiasmante, saber o que realmente vai acontecer a seguir. Como por exemplo, o Jared que não aguenta olhar para a Melanie porque só consegue ver aqueles olhos azuis, ou o novo amigo da Wanda, Ian, que a protege depois de algum tempo a conhecerem-se, ou até mesmo o desenvolvimento da relação entre a Melanie e a Wanda.
 
Existe um pensamento de Wanderer que realmente me marcou e adorei este trabalho da Stephenie exatamente por isso, pela mensagem que tenta passar. Uma mensagem maior do que nós, quase como um aviso.
 

Tornávamos melhor, mais pacífico e belo, tudo o que dominávamos. E os humanos eram brutais e descontrolados. Matavam-se uns aos outros com tamanha frequência, que o assassínio passara a ser uma parte aceitável da vida. As diversas torturas que tinham concebido ao longo dos poucos milénios da sua existência eram intoleráveis para mim; nem sequer conseguia suportar as secas versões oficiais. As guerras tinham assolado a face de quase todos os continentes, sancionando as carnificinas levadas a cabo de uma forma ordenada e perversamente efetiva. Os povos das nações pacíficas desviavam o olhar, enquanto indivíduos da própria espécie morriam de fome junto aos degraus das suas casas. Não existia igualdade na distribuição dos recursos abundantes do planeta. E o mais desprezível era o facto de os seus descendentes – a geração do futuro; quase venerada pela minha espécie e pela esperança a ela associada – terem sido vítimas de crimes hediondos. Não só às mãos de desconhecidos, como também dos guardiões a quem tinham sido confiadas. Até a enorme esfera do planeta tinha sido posta em perigo, devido a erros de negligência e ganância.
 
Percebem?
 
Apesar de a história ser completamente diferente da saga que tornou a Stephanie famosa, não só por ser de aliens como existe menos romance (não é tão focado como no Crepúsculo), quem já conhece a Stephanie Meyer ou quem gosta de ficção científica vai gostar, porque a Stephenie Meyer consegue prender-nos num mundo alternativo e ficarmos a pensar como seria se fosse comigo. Mesmo que inicialmente não exista o bichinho que nos leva a ler.
 
De Stephenie Meyer
Traduzido para a Lingua Portuguesa por Maria da Fé Peres
Coleção Mil e Um Mundos Edições Gailivro, 2009
836 páginas
XOX
- Catarina Ferreira

English Version


Dear Readers,
 
The Host was published right after the Twilight phenomenon started in the big screen. Did I want to read it? No.
When I knew that the movie was coming I wanted to see it and I went in the premiere day. I Loved it!
But, did I want to read next? No. There wasn’t that little feeling that leads you into reading a book. You know the feeling.
However, that little feeling appeared after seeing a cast interview this year (ok, of Max Irons. It was also after seeing this movie that, physically, was one of the people who inspired me to create the character Romeu in my book "O Outro Lado de Amar" which means The Other Side of Love).
 
In the new world created by Stephenie Meyer there aren’t any vampires, but aliens. Chill, it’s not those famous green monsters with aerials. On the contrary, they are little and to survive they have to seize upon a host body. That means, the human body.
 
With their arrivals, there is no more hunger, there are no more wars, it’s not the money that rules the world and our planet couldn’t be more green and pure. Mas we don’t exist anymore, what is the main bummer in the middle of so much peace.
However, there are humans who fight back for our survival, and the humanity it’s not extinct.
 
Melanie Stryder is one of those few.
 
They think that when a soul (that’s how they called it) is sized upon a body, we die. What they don’t know is that some of them resist and can continue to live, trapped, in their own body. And that it’s exactly what happens between Melanie Stryder, the host, and Wanderer, the soul that was seized in Melanie’s body after this one been captured.
 
Wanderer’s mission it’s to report the knowledge inside Melanie’s body to her superiors, the one’s called seekers, where is the left resistant group. That and teach the other younger souls about the other planets that they conquered.
In the beginning, Wanderer cooperates in the search, but, with these new emotions that she never experience before, she feels divided and tries to help Melanie, coerced by her.
They both runaway and then, yes then, the adventures begins, when both finally go to search Melanie’s uncle where is her little brother Jamie and her boyfriend Jared, the only family that left.
 
The distinction between a human that was captured appears in the eyes.  They are of a brilliant blue. And when they finally find them, all of what they see is Melanie’s body who was captured and they feared of what this soul could do to them.
 
Until that moment, the one that Melanie and Wanderer find them, the book is full of long descriptions about what is happening in their minds. Yes, because they argue between them, what is contributes to the originality of the story: two souls who share one body. However, their debates and descriptions about how to do it or should be doing things are very long and a little boring.
 
With these new access to the description of what really is going on, how they survive, how there are more humans that was expected and if really this soul, Wanda how uncle Jeb nicely calls her, came in piece or is a trap, the story gains a new life and becomes more enthusiastic, to know what really is going to happen next. Like for example, Jared that can’t stand to look to Melanie because of those blue eyes, or Wanda’s new friend, Ian, who protects her after a while of getting to know each other.
 
There is a thought of Wanderer that really marcked me and I loved this Stephenie’s work just because of that, for the message that she tries to pass. A message bigger than us, almost like a warning.
 

We did make whatever we took better, more peaceful and beautiful. And the humans were brutish and ungovernable. They had killed one another so frequently that murder had been an accepted part of life. The various tortures they’d devised over the few millennia they’d lasted had been too much for me; I hadn’t been able to bear even the dry official overviews. Wars had raged over the face of nearly every continent. Sanctioned murder, ordered and viciously effective. Those who lived in peaceful nations had looked the other way as members of their own species starved on their doorstep. There was no equality to the distribution of the planet’s bounteous resources. Most vile yet, their offspring - the next generation, which my kind nearly worshipped for their promise – had all too often been victims of heinous crimes. And not just at the hands of strangers, but at the hands of the caretakers they were entrusted to. Even the huge sphere of the planet had been put into jeopardy through their careless and greedy mistakes.
 
Get it?
 
Even though the story is completely different from the saga that made Stephanie famous, not only because it’s about aliens but also there is less romance (not so focused as in Twilight), who already read her books or who likes science fiction will like this book, because Stephanie Meyer can hook us in an alternative world and let us keep thinking how it would be if it was with me. Even if there isn’t that little feeling that let us to read.
 
By Stephanie Meyer
Little Brown and Company
620 pages
The Host
XOX
- Catarina Ferreira

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