Critical Review: Raven/ The Raven de/by Sylvain Reynard

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Versão Portuguesa                                                          English Version
 

Versão Portuguesa

 

Queridos Leitores,
 
Sylvain Reynard já me tinha conquistado com a trilogia do Gabriel, portanto o entusiasmo e a expetativa eram grandes neste. E, ainda bem, elas corresponderam. Exceto na parte em que misturar a história de Gabriel e Juliana num romance-supernatural. Sim, desta vez há vampiros. Não é de espantar uma vez que Sylvain Reynard inspirou-se na saga Crepúsculo na sua primeira trilogia.
 
Raven é uma restauradora de arte num museu em Florença, apesar de esta ser Americana. Ela não é a típica bela heroína. Tem uma deficiência na perna e precisa de uma bengala para ajuda-la a caminhar. Talvez seja essa a razão do leitor se afeiçoar à personagem. Raven é uma rapariga comum.

“A beleza é vã. Aparece, e como o vento, desaparece”.

Tudo começa quando Raven encaminha-se para casa depois de uma festa e vê o seu amigo mendigo a ser atacado. Num ato de desespero tenta defendê-lo, atraindo as atenções para ela. Quase que é violada quando algo acontece. Ou melhor, alguém a salva.
 
No dia seguinte, Raven acorda magra, sem precisar da bengala para andar. Confusa, sem se lembrar o que se passou, Raven vai trabalhar como se nada fosse. Assim que chega ao museu apercebe-se que esteve uma semana a dormir e não uma noite, deparando-se com polícias e zonas interditas. O museu foi assaltado e a principal suspeita é a Raven.
 
O que ela não sabe é que William, o aclamado Príncipe de Florença, um vampiro, salvou-a naquela noite através de uma transfusão de sangue. Ao fazer isto, William ficou exposto e tem de enfrentar Raven com uma decisão que ela tem de tomar: ou Raven abandona Florença ou ele terá de tomar medidas.

“Eu sou a escuridão tornada visível”.

Nesta história, o leitor encontra diversos temas como a religião, o amor, o romance, vingança e, claro, a arte. Sylvain Reynard já conquistara com as passagens minuciosas sobre obras anteriormente e agora ele volta a fazer. Brilhantemente, claro. Inclusive, a minha passagem favorita é a comparação que William faz entre as mulheres de Botticelli no quadro “Primavera” e Raven.
 
“As mulheres de Botticelli parecem mulheres, não rapazinhos. São suaves e curvilíneas. Saudáveis e arredondadas. As mulheres com a estatura representada nesta pintura foram consideradas belas durante séculos, se não mesmo milénios. Eram o ideal estético”. 

 O romance desenrola-se aos poucos, há medida que as personagens se vão conhecendo e os segredos expostos. Não existe nenhum clique de início, simplesmente duas pessoas a conhecerem-se e isso faz desta obra autêntica. Como o William. Ele é romântico, calmo e ponderado. Uma personagem que não se gosta à partida que mas que cria-se afeição, com o decorrer da leitura.
 
 
“Tu és a minha maior virtude e o meu mais profundo vício.”
 
Como referi no início, não gostei da ideia das personagens Gabriel e Juliana entrarem neste livro, mas ao mesmo tempo podemos matar saudades do casal que nos rendeu.
É de fácil leitura e quem gostou da anterior trilogia também vai gostar deste.

Raven– Noites de Florença
De Sylvain Reynard
Traduzido para português por Ester Cortegano
Edições Chá das Cinco
446 páginas

XOX
- Catarina Ferreira


English Version

 
Dear Readers,
 
Sylvain Reynard had already conquered me with Gabriel’s trilogy, so the excitement and the expectation were big for this one. And, thankfully, they were corresponded.  Except mixing Gabriel and Juliana’s story with this supernatural-romance.  Yes, this time it has vampires. It’s not a surprise once Sylvain Reynard was inspired by the Twilight saga in his first trilogy.
Raven is an art restorer in a museum in Florence, even though she is an American. She isn’t the typical beauty heroin. She has a disability in one leg and she needs a walking stick. Maybe that’s why the reader takes a fancy to the character. Raven is an ordinary girl.

‘Beauty is vain. Appears, and like the wind, it’s gone’.

Everything starts when she comes home from a party and she sees her homeless friend being attacked. In a desperate moment she tries to defend him, attracting to her attention. She was almost raped when something happened. Or better, someone rescued her.

In the following day, Raven wakes up thinner, without needing her walking stick to walk. Confuse, without remembering what happened, Raven goes to work like everything was fine. When she arrives at the museum she realizes that she has been sleeping for a week and not one night, running into cops and banned areas. The museum was robbed and the main suspect is Raven.
 
What she doesn’t know is that William, the acclaimed Prince of Florence, is a vampire who saved her that night through a blood transfusion. To do that, William exposed himself and know he has to face Raven with a decision that she has to make: Or Raven leaves Florence or he will make a decision for her.

‘I am the darkness made visible.’


In this story, the reader finds diverse themes like religion, love, romance, revenge, and, of course, art. Sylvain Reynard had already conquered with his meticulous passages about the artwork before and now he did it again. Brilliantly, of course. One of my favorite parts is the comparison that William does between Botticelli women on the painting “Primavera” and Raven.


‘Botticelli’s ideal women look like women and not boys. They’re soft and curvaceous. Healthy and rounded. Women of the size figured in this painting were considered beautiful for centuries, if not millennia. They were the aesthetic ideal’.


The romance unfolds piece by piece, as a measure that the characters get to know each other and the secrets are exposed. There isn’t that usual click at the beginning, just to people meeting themselves. Like William. He is romantic, calm and prudent. He is a character that you may not like him at the beginning, but you start to get affection while you get to know him.


‘You are my greatest virtue and my deepest vice’.

 Like I mention at the beginning, I didn’t like the idea of Gabriel and Juliana’s characters entered in this book, but at the same time we can relive memories from the couple that surrendered us.
It’s easy to read and who liked the precious trilogy will also like this one.

The Raven
By Sylvain Reynard
Berkley Trade
496 pages

XOX
- Catarina Ferreira

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